No red light district eu zanzei. Depois acendi uma bomba do tamanho do dirigível. Fumava enquanto olhava as cabines como quem ver aquários. Escolhi uma francesa, quer dizer, ela me escolheu...Não pude resitir ao seu belo indicador me puxando como se eu fosse uma marionete. Entrei em seu pequeno mundo de vidro como se entrasse numa igreja. Um negro do tamanho do infinito me olhou de esguelha. Pensei em recuar, mas fui em frente. Enchi o aquário de fumaça e perguntei em francês "como essa coisa funciona?" a beldade fingindo-se de doce disse: sem oral, sem anal, sem pegar muito, quinze minutos, oitenta euros....só papai e mamãe, pra ser mais precisa. Falei...tá certo...tô há muito tempo aqui, longe dos meus pais... e papai e mamãe é uma coisa que vai me trazer boas lembranças...vamos lá. Mexi em meus euros...paguei....o negro recuou e falsamente desapareceu entre melancólicas cortinas. Segui as regras. Depois sai pelas ruas de Amsterdam com a bomba ainda acesa...mas vazio, ainda mais vazio...olhei pro canal e procurei não pensar em nada. Depois joguei fumaças ao vento e segui passos incertos. A bomba iluminando meu caminho.
Espertos
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Algumas noites
Algumas noites usam roupas muito apertadas. Eu me coço aqui e acolá, mas nunca reclamo, pois o vazio com seu bigode amarelo de nicotina fica muito bravo quando faço isso. Diante da sua falta um Tsunami é um sopro de uma criança tentando apagar suas cinco velinhas sobre um bolo de chocolate feito por uma mãe de mãos trêmulas...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Vazio
A vi descer as escadas rolantes. Desaparecia lentamente, enquanto o vazio subia e se tornava cada vez mais nítido.
Assinar:
Postagens (Atom)