Gosto do abrir e fechar monótono dos semáforos.
Do ir e vir desesperado dos automóveis.
Das zebras urbanas.
Da carência das ruas.
Das lembranças levadas pelo vento cansado de ser vento.
Das gotas enferrujadas das horas sobre homens esquecidos.
Gosto de olhar tudo isso e pensar que estou imune,
enquanto
as gotas amarelas das horas despencam
sobre
minha
ca
be
ça
.
.
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