Espertos

domingo, 11 de novembro de 2012

O pulo

Os dois braços sobre o colchão. Entre eles, seus grandes cabelos em leque, esparramados como uma tinta escorrendo sobre o branco do lençol. Nenhum ruido neste instante eterno, cristalizado. Em seu olhar bóia uma calma desesperada, uma urgência sem pressa. Esfinges tremulam no calor dos lábios. Olho para ela como um homem na sacada do desejo. Este pulo, agora, é tudo que quero. O grito.

(Reynaldo Bessa)

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