há
algo de melancólico nestas placas,
também naquelas árvores ao longe feito camelos indolentes.
a estrada lânguida dança sob meus pés,
a minha frente,atrás também...
uma dançarina contorcendo seu ventre de concreto.
há um mundo veloz lá fora,
mas dentro deste tambor bem no meio do
meu peito há ainda mais mundos e ainda mais velozes.
de novo na estrada. Que paisagem! Tento lambê-la,
mas sei que isto será o mesmo que um homem que
lambe o vidro da vitrine de uma loja de doces.
(Reynaldo Bessa)
também naquelas árvores ao longe feito camelos indolentes.
a estrada lânguida dança sob meus pés,
a minha frente,atrás também...
uma dançarina contorcendo seu ventre de concreto.
há um mundo veloz lá fora,
mas dentro deste tambor bem no meio do
meu peito há ainda mais mundos e ainda mais velozes.
de novo na estrada. Que paisagem! Tento lambê-la,
mas sei que isto será o mesmo que um homem que
lambe o vidro da vitrine de uma loja de doces.
(Reynaldo Bessa)
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