Espertos

segunda-feira, 29 de abril de 2013

[...] Reynaldo Bessa oferece-nos contos belos e pungentes, exorcizando a memória dolorosa da infância e juventude, e dialogando com a figura dura e marcante de seu pai. Seu narrador, quase sempre em primeira pessoa, nos conduz pela mão em um passeio intermitente entre o tempo passado, rememorado e o tempo presente cristalizado e esburacado pelas vivências não cicatrizadas.
E ao final, com os olhos marejados, só nos resta a música que ressoa em nossa memória (para quem a tem), aprofundando ainda mais a dor, como um tiro de misericórdia. Vários exemplos poderão ser extraídos do livro, mas os belíssimos e emocionantes “Os domingos e o carro de Apolo” e “Oh! Esses acordes menores” atestam com precisão o que balbuciante tento dizer [...]

o poeta, Edson Cruz sobre o meu livro de contos "Algarobas Urbanas" [trecho do prefácio]

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