[...]
Reynaldo Bessa oferece-nos contos belos e pungentes, exorcizando a
memória dolorosa da infância e juventude, e dialogando com a figura dura
e marcante de seu pai. Seu narrador, quase sempre em primeira pessoa,
nos conduz pela mão em um passeio intermitente entre o tempo passado,
rememorado e o tempo presente cristalizado e esburacado pelas vivências
não cicatrizadas.
E ao final, com os olhos
marejados, só nos resta a música que ressoa em nossa memória (para quem
a tem), aprofundando ainda mais a dor, como um tiro de misericórdia.
Vários exemplos poderão ser extraídos do livro, mas os belíssimos e
emocionantes “Os domingos e o carro de Apolo” e “Oh! Esses acordes
menores” atestam com precisão o que balbuciante tento dizer [...]
o poeta, Edson Cruz sobre o meu livro de contos "Algarobas Urbanas" [trecho do prefácio]
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