Na
ficção construi uma família que nunca tive. Sobrevivi a inúmeros saltos
do décimo quinto andar, apesar de sempre morar numa casa. Com a mulher
que me deixou, casei, e com ela vivi por toda a eternidade. Devo muito a
ficção. E assim sei, que quando morrer, serei apenas um conto
inacabado.
(Reynaldo Bessa)
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