Espertos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A morte, linda, lânguida,
sorridente e de sainha curta serpenteia no meio do salão.
Feito um anjo perfumado,
com um copo de uísque em uma mão,
e um cigarro agonizando na outra.
debruça-se em meu ombro,
desliza seus dedos de unhas bem feitas
sobre meu joelho, e numa
voz pastosa, dita o seu preço.
Eu digo: hoje não, hoje não.


(Reynaldo Bessa)

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