Não vejo o poeta distante do romancista. Se tu dominas a linguagem de
contar histórias,o Haikai e a Saga beijam-se nas esquinas da vida.
Li o romance "Na última Lona" de Reynaldo Bessa avidamente em três seções. Minha urgência é conhecida por meia duzia de amigos.
Nego concordar com classificações: vanguarda, regionalismos ou realismo
mágico. Gosto de mares densos, cheio de ondas bravias. Mares de
palavras...digo.
Nesta travessia Bessa volta ao seu "vasto mundo, tão pequeno". Não é fácil surfar no passado escondido em memórias doloridas e insanas. Em encantos que só a ama desolada consegue ver.
O acerto de contas foi firmado. Quiçá na próxima aventura o personagem
misterioso voe em paisagens fora de seu quarto escuro, transgredindo
sempre, querendo transformar o silêncio em música... o espaço vazio de
uma página em signos.
Não é fácil conquistar minhas terras, "Na Última Lona" entrou em minha cidadela.
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